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	<title>christianejatahy.com.br &#187; Thomas Vinterberg</title>
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		<title>Christiane Jatahy flutua entre palco e tela, no Segundo Caderno</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 23:53:41 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<ul> <em>clique na imagem para ler a matéria impressa original ou leia abaixo, na íntegra.<br />
</em></ul>
<p><a rel="attachment wp-att-351" href="http://afaltaquenosmove.com/2011/06/20/christiane-jatahy-segundo-caderno/o-globo_segundo-caderno/"><img class="alignnone size-large wp-image-351" title="O Globo_Segundo Caderno" src="http://afaltaquenosmove.com/wp-content/uploads/2011/06/O-Globo_Segundo-Caderno-500x450.jpg" alt="" width="500" height="450" /></a><br />
(matéria de Rodrigo Fonseca publicada no jornal O GLOBO em 20 de junho de 2011)</p>
<p><em>CHRISTIANE JATAHY: “ formada” pelos filmes de diretores como Bergman e Wong Kar-wai </em></p>
<p>De tanto incorporar elementos da gramática cinematográfica a espetáculos teatrais como “Conjugado” (2004) e “Leitor por horas” (2006), que a transformar am em uma das mais elogiadas encenadoras do teatro atual, Christiane Jatahy acabou dirigindo um filme. “A falta que nos move”, que estreia dia 1º de julho, nasceu de uma pesquisa de linguagem forjada nos palcos e chega às<br />
telas balizada por um conjunto de regras que lembra Dogma 95, o movimento escandinavo encampado pelos dinamarqueses Lars von Trier (“Os idiotas”) e Thomas Vinterberg (“Festa de família”). O longa-metragem foi feito com cerca de R$ 100 mil, menos que o padrão das produções nacionais de baixo orçamento.</p>
<p><strong>Filmagem com dez regras básicas </strong></p>
<p>— Filmamos em 23 de dezembro de 2007, na minha casa, usando dez procedimentos:<br />
1. seriam cinco atores;<br />
2. uma única locação;<br />
3. 13 horas contínuas de filmagem;<br />
4. três câmeras simultâneas;<br />
5. atores dirigidos durante a filmagem por mensagens de texto;<br />
6. eles esperam por uma pessoa que não sabem se virá;<br />
7. seguem roteiros, mas não conhecem os roteiros uns dos outros;<br />
8. comem, cozinham e bebem de verdade;<br />
9. algumas tramas são reais, outras são inventadas;<br />
10. ninguém pode sair da locação, aconteça o que acontecer.</p>
<p>Esses dispositivos criam as teias de conflito — diz Christiane, que construiu o longa com base na peça homônima que montou há seis anos. Produzido por Flávio R. Tambellini (“Carandiru”), “A falta que nos move” traz na direção de fotografia a grife Walter Carvalho. Exibido pelo Festival do Rio 2009 na mostra Novas Rumos, o filme é a ressaca tardia do Bergman que Jatahy consumiu na adolescência, filtrado por memórias de John Cassavetes, Michael Haneke, Lucrecia Martel e outros.</p>
<p>— Na arte, cinema é a minha formação. Quando descobri Bergman, realizador também ligado ao teatro, eu mergulhava naquelas retrospectivas em que a gente ia de “O sétimo selo” a “Fanny e Alexander” num dia só. Depois vieram outros, como Wong Kar-wai. Mas como comecei a atuar cedo e logo passei a dirigir peças, acabei levando a questão cinematográfica para a cena teatral. Quando montei “Carícias”, as cadeiras do teatro se moviam como se fossem uma câmera. Em “Corte seco”, eu editava a peça ao vivo, como se montasse um filme — lembra a diretora, que ainda este ano<br />
monta “Julia”, baseado em “Senhorita Julia”, de Strindberg, em outubro, no Espaço Sesc.</p>
<p>— A montagem também terá esse tom de cinema: parte do espetá-culo será um filme ao vivo.<br />
Quando montou “A falta que nos move”, Christiane filmou o processo de ensaios. — Ali, eu fui percebendo que a improvisação dos atores dava um retorno cinematográfico — diz ela, que exibe no dia 8 de julho, das 17h às 6h, no Parque Lage, as 13 horas de material filmado de “A falta que nos move” em forma de videoinstalação. Não há exatamente uma trama no filme. Há um encontro:<br />
cinco amigos passam juntos uma véspera de Natal que gravita da afetividade à agressão de<br />
acordo com um balé de carências, cobranças e decepções. — Queria fazer um filme capaz de provocar nas pessoas a mesma sensação da peça em relação à linguagem. Meu objetivo<br />
era promover um registro do presente em que o espectador pudesse ser surpreendido a<br />
qualquer momento. As situações dramáticas eram propostas, mas o acaso preenchia todo<br />
o resto, com o agravante de que os atores bebiam de verdade o filme todo — diz Christiane.<br />
<strong><br />
No filme, vencendo etapas<br />
</strong><br />
Filmando, ela aprendeu uma distinção a mais em relação ao teatro e ao cinema no Brasil.<br />
— No teatro, quando uma peça está pronta, você abre o pano e encena, com tempo para criar boca a boca. No cinema , finalizar um filme nem sempre é certeza de estreia — diz a diretora. — Você tem que ir vencendo etapas até fazer o filme chegar ao espectador. Enfim chegamos lá.</p>
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		<title>Inovador, &#8220;A falta que nos move&#8221; abala fronteiras da ficção e acerta (por Marcella Huche)</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 14:46:08 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://afaltaquenosmove.com/2011/06/14/inovador-a-falta-que-nos-move-abala-fronteiras-da-ficcao-e-acerta-por-marcella-huche/cristina-amadeo-e-kiko-mascarenhas_a-falta-que-nos-move_04-2/" rel="attachment wp-att-332"><img src="http://afaltaquenosmove.com/wp-content/uploads/2011/06/Cristina-Amadeo-e-Kiko-Mascarenhas_A-falta-que-nos-move_041-500x281.jpg" alt="" title="Cristina Amadeo e Kiko Mascarenhas_A falta que nos move_04" width="500" height="281" class="alignnone size-large wp-image-332" /></a></p>
<p>Treze horas de filmagens num só dia, três câmeras na mão, cinco atores dirigidos durante a filmagem por mensagens de celular, quatro anos de ensaio &#8211; ninguém pode desistir. São essas as premissas do inovador <em>A falta que nos move</em>, de <strong>Christiane Jatahy</strong>, o destaque das quatro atrações da noite desta quinta na 13ª edição da <strong>Mostra de Cinema de Tiradentes</strong>. (&#8230;)</p>
<p>Cinco atores — <em>Cris Amadeo, Dani Fortes, Pedro Brício, Kiko Mascarenhas e Marina Vianna</em> — se propõem a rodar um filme completo no dia 23 de dezembro de 2007, em plano contínuo, seguindo um roteiro de tópicos previamente estabelecidos (e ensaiados). Entre conversas, danças e agressões verbais, os personagens devem preparar um jantar para um sexto convidado. Os atores, entretanto, improvisam muito, acrescentando experiências pessoais ao personagem, moldando-os à sua maneira, e deixando no ar os limites entre ficção e realidade.   Os dispositivos estão explícitos no filme: fala-se sobre o processo de filmagem (&#8220;edita, se isso entrar no filme eu não faço&#8221;), de direção (mensagens de texto avisando que não era a hora correta para tal cena), de filmagem (os câmeras e os microfones aparecem constantemente) e de atuação (&#8220;o seu problema é que você não sabe se expor, como nós estamos fazendo aqui&#8221;). Qualquer semelhança com a vida real  televisionada não é mera coincidência.</p>
<p>&#8220;O filme retrata relações familiares ou entre amigos que convivem muito e são levados a repetir certo padrões de comportamento. E depois se veem metidos nessas discussões e não conseguem mudar de comportamento, continuam quebrando coisas, discutindo&#8221;, considera Christiane, de voz enfática apesar do corpo frágil, estreante no cinema. Inicialmente uma peça de teatro, intitulada <em>A falta que nos move ou Todas as histórias são ficção</em>, o projeto moveu uma densa investigação por parte do elenco e da diretora, que admite orgulhosamente as influências de <em>Festa em família</em>, de <strong>Thomas  Vinterberg</strong>, do trabalho do escritor e dramaturgo <strong>Anton Tchekhov</strong> e do cineasta <strong>John Cassavetes</strong>. &#8220;Queríamos falar tanto das relações daqueles cinco personagens, pessoas, atores, como das relações familiares que faziam parte da nossa história. Levantamos materiais pessoais e não pessoais e os atores improvisaram durante dois meses para construir essa peça como se todas as histórias fossem reais, ainda que algumas fossem fictícias&#8221;, revela Christiane.</p>
<p>Christiane já filmava os ensaios para a peça lançada em 2005 e, encantada com a visão da cena pela câmera, percebeu que aquela história cabia num outro formato. &#8220;Fiquei maravilhada com essa experiência que era uma descoberta para mim. E a transição para o cinema era pertinente, porque era muito potente e profundamente  humano&#8221;. Durante quatro anos a peça circulou nacional e internacionalmente, em constante mutação e revisão. Para o filme, a proposta também sofreu alterações para que não se limitasse a uma adaptação e trabalhasse na linguagem cinematográfica.   Foram realizados ensaios de 15 em 15 dias, durante cinco meses, para afinar a interpretação e o realismo. &#8220;Eu tinha medo de que, com tantos ensaios, perdêssemos a naturalidade no dia da filmagem. Mas foi muito estranho, tudo foi diferente, com muitas surpresas&#8221;, comentou <strong>Kiko Mascarenhas</strong>, um dos atores trancafiados. Os ensaios serviram também para descobrir como filmar durante 13 horas ininterruptas. &#8220;Montamos uma verdadeira base cinematográfica no primeiro andar da casa e usei uns dois minutos que os atores tinham para trocar a bateria do microfone para dar as instruções anotadas nas últimas duas horas&#8221;, conta Christiane.</p>
<p>Do próprio dispositivo — uma armadilha no roteiro — surge o grande clímax final, uma catarse alcançada depois de uma longa curva dramática. Indagada se esses dispositivos poderiam ser omitidos do filme, Christiane admite já ter pensado nisso, mas os considera essenciais. &#8220;Eles aparecem num crescente durante o filme. Não temos  como fugir, porque o embate é esse. O clímax surge dos atores conhecerem os dispositivos e perceberem uma incoerência&#8221;.   Christiane é diretora de teatro, conhecida pelas montagens de <em>Memorial do convento</em>, <em>Conjugado</em> e <em>Leitor por horas</em>, e faz de<em> A falta que nos move</em> um filme de atores. Atores-autores, que acrescentam livremente experiências pessoais. &#8220;Foi muito interessante para mim como atriz participar do filme e da peça também como dramaturga, diretora. Trabalhar a vida como obra de arte e o limite dessa tensão foi muito interessante. Ao mesmo tempo esvaziamos o poder dos dispositivos do cinema&#8221;, analisa Marina Vianna, outra a atriz do filme.   O longa, rodado sem nenhum incentivo — o dinheiro foi emprestado da vó de Christiane — tem profissionais de renome nos créditos: a fotografia é assinada por <strong>Walter Carvalho</strong> e a produção é de <strong>Flávio R. Tambellini</strong>.</p>
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