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	<title>christianejatahy.com.br &#187; marcello lipiani</title>
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		<title>Sobre Christiane Jatahy</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 19:47:17 +0000</pubDate>
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<p>Autora e diretora de teatro e cinema. Trabalhou durante dez anos como atriz em diversos espetáculos e grupos de teatro. Em1996 fundou como diretora artística o Grupo TAL com sede no Parque Lage do Rio de Janeiro. A pesquisa do grupo se voltava para a ocupação e intervenção artística em um espaço público. Com o Grupo TAL montou “Sonho de uma noite de verão” de Shakespeare e escreveu e dirigiu a “Trilogia da Iniciação”, adaptações dos clássicos “Peter Pan”, “Alice” e “Pinóquio”. Os espetáculos ocupavam todo o Parque Lage, tiveram mais de cem mil espectadores e foram indicados para 12 prêmios teatrais. Ganhando cinco prêmios, entre eles o de Melhor Direção e o Prêmio Especial de Pesquisa de Linguagem.</p>
<p>Esse grupo termina em 2000, e Christiane passa a dedicar-se ao teatro adulto, fundando a Companhia Vértice de Teatro, da qual é diretora artística.</p>
<p>No primeiro espetáculo dessa nova fase, Carícias, do catalão Sergi Belbel, inaugura o Teatro do Jóquei em 2001, com um encontro sobre a nova dramaturgia da Espanha. Em 2003, dirige Memorial do Convento, romance de José Saramago, com tratamento dramatúrgico de Sinisterra. A montagem é muito bem recebida pela crítica, que valoriza as soluções e os esforços imaginativos da encenação conservando a força da obra literária.<br />
Nos últimos anos montou espetáculos que dialogavam com distintas áreas artísticas e novos dispositivos de criação. Em teatro montou a trilogia “ Uma cadeira para solidão, duas para o dialogo e três para a sociedade”. Peças que transitavam entre as fronteiras da realidade e da ficção, do ator e do personagem, do teatro e do cinema.  As peças viajaram para os principais festivais do Brasil, festivais internacionais no Brasil, na Europa e na América Latina e foram indicadas aos principais prêmios de teatro</p>
<p>Em Conjugado, monólogo interpretado por Malu Galli, a vida de uma mulher solitária ganha representação por meio da combinação de performance, projeção de documentário e instalação. A peça inicia a trilogia intitulada Uma Cadeira para a Solidão, Duas para o Diálogo e Três para a Sociedade. A segunda parte dessa série, A Falta que nos Move ou Todas As Histórias São Ficção, 2005, joga abertamente com as relações entre ator e platéia. Enquanto prepara um jantar e espera um convidado, o elenco conversa com o público sem deixar claro, em muitos momentos, os limites entre interpretação, realidade e ficção. O espetáculo, segundo o crítico Sérgio Salvia Coelho caracteriza-se como a &#8220;obra-prima do naturalismo experimental de Christiane&#8221; Na peça “Corte Seco” que fecha a trilogia, a diretora editava a peça ao vivo em cena, enquanto câmeras de segurança revelavam o espaço público e os bastidores do teatro. “Em Corte Seco era como se Chris Jatahy estivesse me devolvendo, como de fato devolveu, o aspecto lúdico do teatro em seu diálogo com o cinema, por meio daqueles telões (e não apenas por eles)” Luiz Merten critico de cinema.</p>
<p>Além dos seus trabalhos autorais, a diretora dirigiu recentemente o monólogo “O Livro” com Eduardo Moscovis e texto de Newton Moreno.</p>
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